China e Coreia do Sul determinam suspensão parcial da importação de carnes brasileiras

China e Coreia do Sul determinam suspensão parcial da importação de carnes brasileiras

Foto: GERALDO BUBNIAK / AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

China e Coreia do Sul já informaram oficialmente ao Ministério da Agricultura a suspensão de importação de carnes brasileiras, em consequência das revelações da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira. 

No caso da China, os embarques programados para lá foram suspensos por uma semana. Já a Coreia do Sul bloqueou apenas os embarques de frango da BRF, mas a empresa avisa que não recebeu notificação oficial sobre o assunto (leia a nota ao fim deste texto). A União Europeia também exigiu que o Brasil suspenda o envio de carne de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca. 

As informações foram confirmadas nesta segunda-feira pelo Ministério da Agricultura. Na tentativa de acalmar o mercado nacional e internacional, o órgão vai criar uma força-tarefa para investigar suspeitas de irregularidades em 21 frigoríficos alvos da operação. O anúncio foi feito neste domingo, durante uma coletiva de imprensa, dois dias depois de virem à tona as denúncias de fraude na carne brasileira.

Na abertura de uma reunião com cerca de 40 representantes de países importadores de carne brasileira, o presidente Michel Temer prometeu maior rigor na fiscalização dos frigoríficos do país. Temer ressaltou que problemas descobertos pela PF são pontuais, que a carne produzida e exportada pelo país é de qualidade. O governo determinou celeridade nas auditorias que serão feitas nos estabelecimentos envolvidos no esquema criminoso.

Na coletiva, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a pasta está fazendo os levantamentos necessários para ter informações mais precisas e tranquilizar brasileiros e consumidores de outro países de que os problemas apontados pela Operação Carne Fraca não são generalizados.

— Temos um sistema muito forte, robusto e reconhecido no mercado internacional. Ao chegar aos países de destino, todas as mercadorias são novamente fiscalizadas —, afirmou.

De acordo com o ministro, o sistema não é infalível porque é composto por pessoas. Ele ressaltou que das 4.837 unidades de abate animal, apenas 21 estão sob suspeita, das quais três foram interditadas preventivamente e as outras estão em um regime especial de fiscalização.

— Isso significa que qualquer expedição dessas plantas só sairá com a presença de fiscais do Ministério da Agricultura.

Ele ressaltou que o governo está priorizando a transparência. Segundo Maggi, as associações pediram rapidez nas punições.

— Ninguém quer passar a mão na cabeça de quem fez coisa errada —, completou.

O ministro informou ainda que o Brasil deve responder ainda neste domingo o pedido de esclarecimentos feito pela União Europeia e pela China sobre as fraudes no comércio de carnes. Segundo ele, "é absolutamente natural que os países peçam informações.

Confira, na íntegra, a nota da BRF:

Diferentemente do que vem sendo noticiado, a BRF informa que não recebeu nenhuma notificação oficial das autoridades brasileiras ou estrangeiras a respeito da suspensão de suas fábricas por países com os quais mantém relações comerciais, incluindo Coreia do Sul e União Europeia.

Por Estadão Conteúdo e Zero Hora

Diário Catarinense

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